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Em dezembro de 2013, a ONU aprovou, a partir de resoluções propostas pela FAO, o dia 05/dez como o “Dia Mundial dos Solos” e instituiu que 2015 será o “Ano Internacional do Solo“. Esta iniciativa oferece uma oportunidade para despertar para uma maior conscientização sobre a relevância do solo como base do desenvolvimento socioeconômico da sociedade, bem como das funções essenciais dos ecossistemas para uma melhor adaptação às alterações climáticas, ora em destaque no cenário mundial.

“Os solos são cruciais para a vida na terra, com grande influência sobre o meio ambiente, as economias regionais e globais e as aglomerações urbanas e industriais. Até mesmo a redução da capacidade de armazenamento dos reservatórios de água no Brasil relacionam-se com a degradação dos solos. Dentre as suas diversas funções, proporciona, direta ou indiretamente, mais de 95% da produção mundial de alimentos. No entanto, esta fina e frágil camada que recobre a superfície da Terra e leva milhões de anos para ser formada pode ser perdida e degradada pela erosão em poucos anos de uso, tornando-se improdutiva ou reduzindo sua capacidade de produzir alimentos, pastagens, fibras e biocombustíveis para uma população cada vez maior e mais exigente. No estado de Minas Gerais, por exemplo, estima-se que mais de 40% das áreas de pastagens estejam degradadas.  No Paraná, 30% dos cerca de seis milhões de hectares cultivados necessitam de intervenção imediata. O processo de degradação já está impactando a produtividade no Brasil.   “São milhões de hectares de terra tornando-se improdutiva que acabam por empurrar a produção agrícola para novas áreas de ambientes naturais, como a floresta Amazônica. Isso é desnecessário pois a ciência do solo no Brasil é rica e competente para oferecer alternativas para prevenção e recuperação de áreas degradadas não apenas pela agropecuária, mas também por atividades fortemente degradantes como a mineração”, afirma o professor da Universidade Federal de Viçosa e Secretário Geral da SBCS, Reinaldo Cantarutti.

Outro bom exemplo da importância econômica da preservação dos solos são as  perdas resultantes da erosão que provocam a redução da capacidade produtiva das terras agrícolas; o assoreamento (deposição de partículas sólidas) e redução da capacidade de armazenamento dos reservatórios de água (represas) usados para geração de energia e para abastecimento de grandes cidades a elevação dos custos de tratamento da água; a redução da quantidade e qualidade da água seja para atender as necessidades dos agricultores no campo ou das cidades e indústrias.”

Fontes: Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – MAPA

e SBCS (Sociedade Brasileira de Ciencia do Solo)

saveourlogo

http://www.celebratingsoil.com/

Neste sentido que foi criada a campanha SAVE OUR SOILS, e que muitos famosos aderiram junto à conferencia que visava a celebração do solo e da vida (Celebrating Soil! Celebrating Life!) realizada em Amsterdam, dias 26 e 27 de junho. “Save our Soils lançou recentemente a campanha I Like organic (eu “curto” organico) para encorajar consumidores a comprar organicos, a fim de salvar os solos! Curtindo a página http://saveoursoils.com/ os consumidores podem participar on line.

julia

Julia Roberts foi a última VIP (Soilebrity) a expressar seu apoio a camapanha, junto de outros como Dalai Lama, bispo Desmond Tutu, Vandana Shiva e Douglas Tompkins.

Falando nele, a Revista Agriculturas –experiências em Agroecologia possui um número todo dedicado ao tema dos Solos!!

Veja a revista completa no link: AGRICULTURAS 

agriculturas_Solos

Ano internacional do Solos